"Era um grupo muito sério que buscava inventar novas linguagens."
"E eu fiz livros, mas eram livros sem palavras, só com cores e formas."
"... não era rígido, mas racional."
Adriano Pedrosa: "... arte e corpo, arte e vida, arte e cotidiano, arte e rua; isso vem da tradição do Rio de Janeiro."
"... essa experimentação com o corpo gera questões sensoriais, e aí outras pessoas começam a fazer experimentações sensoriais, corporais."
"O paladar pode rejeitar algo que foi escolhido pela visão, que deu um grande prazer a visão. Isso cria relações de oposição ou de confirmação entre os sentidos."
"O corpo é usado o tempo todo, e por isso ele acaba aparecendo no trabalho."
"A minha preocupação é sempre a invenção."
"Quero descobrir coisas novas, porque, para mim, a arte é uma forma de conhecer o mundo."
"E o que se via não eram os bailarinos - eles estavam escondidos dentro das formas -, mas o motor dos corpos. O movimento dos corpos era a expressão do balé."
"Era arquitetura, mas eu trabalhava mais com significados plásticos e invenção espacial."
"Não gosto de sonhos que não se realizam."
"... não estou interessada em escrever para explicar o meu trabalho de arte visual. Posso escrever ocasionalmente, mas não necessariamente para explicar uma obra."
"João Cabral de Melo Neto é um poeta árido, preciso, econômico. É disso que gosto. Como no meu trabalho, só quero o que é estritamente necessário. Não Fernando Pessoa. Ele é açucarado demais. Desgosto dele profundamente."
"Queria fazer uma coisa me desse liberdade."
da entrevista com Lygia Pape no livro "Entrevistas, vol. 4" de Hans Ulrich Obrist. (Essa especificamente também conduzida por Adriano Pedrosa)