"... viajei pela ilha de Java, indo de tio em tio, de performance em performance."
"O Festival de Artes de Shiraz oferecia tanto dinheiro que nenhum artista de esquerda no mundo podia recusar..."
"... a segunda obra dessa série em que estou trabalhando foi dedicada a uma mulher chamada de "Public Universal Friend", que morreu em 1776 e ressuscitou - simplesmente se levantou do caixão e anunca que era o Messias."
"Cada um dos meus trabalhos está ligado a um local da região onde vivo, e cada um deles também está ligado a um evento ou personagem histórico que eu considero uma inspiração..."
"... nesse meio-tempo gosto da ideia de ser algo privado e secreto, movido mais pelo boca a boca e pelas influênicas mágicas do que por publicações e publicidade."
"Como anarquista, sempre fui um anarquista espiritual, e isso sempre incomodou os meus amigos anarquistas mais de esquerda, que são todos, é claro, bons ateus."
"É uma questão de aceitar que o antinatural também é natural, como disse Goethe."
"A ideia de memória protética significa que ninguém mais tem que se lembrar de nada."
"O objetivo é primordialmente fragmentar a sociedade em entidades de consumidores individuais, porque é isso que quer o dinheiro. O capital quer que todo mundo tenha tudo. Ele não quer que você divida o seu carro com ninguém, ele quer que cada um tenha o seu próprio carro."
"... como poderíamos ter um gostinho de vida revolucionária sem a revolução... essa nova zona autônoma temporária [TAZ] me pareceu a única resposta possível."
"Um bom jantar entre amigos é uma TAZ."
"É preciso dizer que os tempos atuais, no fim desta década, são, a meu ver, um dos pontos mais baixos da história em termos de energia. Talvez eu esteja ficando velho, mas acho difícil encontrar atualmente uma boa TAZ."
da entrevista com Hakim Bey no livro "Entrevistas, vol. 4" de Hans Ulrich Obrist.